terça-feira, 26 de agosto de 2014

Castelo de Malbork: maior edifício de tijolos vermelhos da Europa!



 O Castelo de Malbork é um castelo construído pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, uma ordem religiosa católica romana alemã de cruzados. Situa-se cerca de 60 km de Malbork, na Polônia.
 O castelo encontra-se em posição dominante sobre a margem direita do rio Nogat.

Este era inicialmente um convento, depois transformado num castelo com todos os efeitos. Em constante evolução durante quase 230 anos, o castelo é o exemplo clássico duma fortaleza medieval.

 O Castelo de Malbork, na realidade, é constituído por três partes: o Castelo Alto, ou seja, o antigo convento; o Castelo Médio, com as habitações dos criados e algumas zonas de serviço; o Castelo Baixo, no qual estava o Karwan, um espaço de armas militares de todos os gêneros.
A edificação do Castelo de Malbork teve início em 1270. Não sobreviveu nenhum documento relacionado com a sua construção, pelo que as fases do castelo têm sido desvendadas através de estudos de arquitetura, de registos administrativos da Ordem e de histórias posteriores.
O castelo chegou a alojar aproximadamente 3.000 "irmãos de armas”.  
Além das habitações, o Castelo Médio também incluía o refeitório (a sala mais ampla no castelo), a enfermaria, onde eram curados os membros da Ordem idosos ou doentes, e o palácio do proprietário do castelo.
 Tendo o castelo como atração turística, os habitantes de Malbork aproveitaram a oportunidade. De fato, este podia fornecer novos postos de trabalho e, assim, mais dinheiro. Na verdade, este monumento não atraia somente turistas da Prússia, mas de toda a Alemanha .

 

Entre as coleções do castelo podem encontrar-se antigas armaduras, muitas das quais foram herdadas em 1896 de um famoso colecionador prussiano.  Uma outra parte das coleções é constituída por moedas, reunidas pelo conselheiro do castelo Jaquet, que conseguiu adquirir cerca de 10.000 moedas.
Muitos documentos históricos estão conservados no arquivo situado na Torre Klesza, entre os quais se encontram algumas impressões reais e governativas .
 

 O castelo medieval pode ser decidido em três grandes grupos de edifícios principais: o Castelo Baixo, o Castelo Médio e o Castelo Alto. Aos edifícios destas três áreas foram destinadas diferentes tarefas, o que fez com que - de acordo com essas tarefas - também fossem desenhados arquitetonicamente de forma muito diferente.

O Castelo Alto representa a parte mais antiga do Castelo de Malbork e é do tipo dos fortes, servindo como uma quadrada casa conventual. Este edifício de quatro alas serviu como base e alojamento dos cavaleiros da Ordem. A ala norte do Castelo Alto, concluída em 1280, abrigava a capela e a sala de reuniões, inicialmente o dormitório dos irmãos cavaleiros.

 O Castelo Médio foi construído a partir de 1309 e alojou importantes instalações necessárias à administração da Ordem e do território.

 
Próximo do Palácio do Grão-Mestre, no Castelo Médio, situa-se o grande refeitório, com aproximadamente 30 metros de comprimento, com uma abóbada ligeiramente em estrela que é suportada por três elegantes pilares de granito vermelho. No decorrer do domínio prussiano, o refeitório tornou-se numa arena dedicada às corridas equestres.
O Castelo Baixo, que estava começado em 1309, algumas décadas depois da construção das duas primeiras partes devido ao espaço insuficiente à disposição no castelo, hospedou habitações de soldados, o Karwan, espaço de armas de vários géneros, um celeiro e um depósito de armas. Os edifícios, hoje parcialmente reestruturados, hospedam uma pousada.
As paredes defensivas norte e leste do Castelo Baixo foram construídas no período de 1656 a 1659 pelos suecos.


A UNESCO  designou o "Castelo da Ordem Teutónica em Malbork" e o seu museu como Património Mundial da Humanidade em Dezembro de 1997.
 A parte desenvolvida da propriedade designada como Patrimônio da Humanidade tem 210.000 metros quadrados.

Em 1406, era o maior castelo gótico de tijolos no mundo . É o maior edifício de tijolos da Europa e o maior no mundo em área de construção, constituído maioritariamente por tijolos vermelhos.
Visitas:

Aberto diariamente, com limitação apenas às segundas-feiras.

No Inverno, o castelo está aberto, apenas, nos dias livres de neve.

Está aberto durante todo o Verão desde manhã até tarde na noite (com guia ou individualmente com sistema áudio).



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Salto Angel - A mais alta cachoeira do mundo!



O Salto Angel é a mais alta cachoeira do mundo, com um total de 979 metros de altura e um enorme salto direto de 807 metros. 
Está localizada no Parque Nacional de Canaima, na Venezuela.
   


 O primeiro a “descobrir” a gigantesca queda d’água foi Ernesto de Santa Cruz, em 1912, mas ele não divulgou sua descoberta.
  Ela permaneceu desconhecida até 1933, quando o piloto Jimmy Angel avistou-a pela primeira vez.

 Em seu retorno a região, em 1937, o piloto danificou seu avião numa tentativa de pouso e, ele, sua esposa e mais dois companheiros de viagem foram forçados a descer a montanha caminhando. 
Eles levaram 11 dias para conseguir voltar à civilização e a aventura ficou famosa pelo mundo todo. Desde então, a cachoeira ficou conhecida como “Angel Falls”.
Antes da queda principal - a maior do mundo sem interrupção -, a cachoeira tem cascatas inclinadas, seguidas de uma queda menor de 30 metros. 
 Só então a água despenda 807 metros a partir de um platô achatado conhecido como Auyan-Tepui.
A área que cerca Salto Ángel é conhecida por sua beleza particular - uma miríade de plantas e flores fica perto do platô, incluindo a lantana amarela e laranja, a quaresmeira violeta, a mimosa cor-de-rosa e muitos tipos de orquídeas e bromélias.


Até o clima perto é afetado pelo Salto Ángel. Devido à enorme altura da queda, rajadas de vento criam uma neblina massiva e espalham gotículas de água em torno do platô, e as chuvas misturadas com a cascata de água podem criar quedas extras da cachoeira.
 O salto faz parte do Parque Nacional de Canaima, constituído em 1962 e declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1994. 
 
Trata-se de uma área de 30 000 km², sendo o sexto maior parque do mundo.
 A altura oficial foi determinada por uma pesquisa da National Geographic Society, em 1949.
O livro de David Mott, Angels Four, relata a primeira escalada bem-sucedida pela face do Auyantepui, até o topo das cataratas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Ilha de Socotra - Misteriosa e estranha!

Certos lugares nunca serão encontrados em guias de viagens, embora sejam mágicos, raros e belos. Assim é Socotra, um arquipélago formado por quatro ilhas - Socotra, Abd Al Kuri, Samha e Darsase. Localizado no oceano Índico, muito próximo da Somália, na África.
 

Índios, gregos e árabes desbravaram as ilhas, hipnotizados pelos aromas de incenso e mirra que emanavam das árvores.

 Alexandre Magno, aconselhado por Aristóteles, teria viajado até lá para curar seus soldados com a famosa babosa de Socotra.
 

Dizem que a seiva cicatrizante da planta era usada em emplastros pelos gladiadores romanos.

Portugueses e britânicos chegaram à ilha dispostos a lutar por sua localização estratégica, mas conviveram em paz, rendidos por tamanha beleza.


Socotra é uma ilha encantada, um lugar perdido no tempo, com biodiversidade e clima que sofreu pouca interferência humana.


Em Socotra, 37% das 825 espécies de plantas, 90% das espécies de répteis e 95% das espécies de caracóis terrestres não existem em nenhum outro lugar do mundo.


Diante de tamanha riqueza, a UNESCO declarou a ilha como Patrimônio Natural da Humanidade.


As formações vegetais mais surpreendentes de Socotra se encontram ao redor dos penhascos.


A paisagem ali é dominada pela Dendrosicyos socotrana, também conhecida como árvore-de-pepino, uma subespécie da rosa-do-deserto.

Outra árvore pequena e muito comum na região é a Euphorbia asbuscula.

 Mas a planta mais emblemática da ilha é a Dracaena cinnabari, conhecida como sangue-de-dragão. A planta chama atenção não somente pela copa arredondada, mas por sua seiva avermelhada, usada desde tempos remotos na produção de tinta e medicamentos.


O arquipélago abriga populações numerosas de aves terrestres e marinhas, algumas em risco de extinção. Das 192 variedades de pássaros existentes, 44 se reproduzem nas ilhas e 85 são espécies migratórias regulares.



 A biodiversidade marinha também é rica, com 253 espécies de corais, 730 espécies de peixes e 300 variedades de lagostas, caranguejos e camarões.

 Devido ao clima desértico tropical, a melhor época para visitar a ilha é entre os meses de outubro e abril, um período de muito vento e poucas chuvas. Estas se concentram no inverno e em regiões de altitudes elevadas.


Para evitar a degradação ambiental pelo turismo de massa não existem resorts em frente à praia, apenas pequenos hotéis e campings, o que não é um problema para os ecoturistas, que compõem a maioria dos visitantes da ilha.



Além de sua biodiversidade única, Socotra também encanta os visitantes com planícies costeiras estreitas, uma meseta de calcário com cavernas e a cadeia de montanhas Haghier.